Trabalho Reimaginado: As novas formas de trabalhar

Atualizado: 14 de set. de 2021



No âmbito corporativo, as empresas precisaram agir rapidamente para proteger os seus funcionários e, ao mesmo tempo, migrar para uma nova forma de trabalhar e seguir com a agenda de negócios.

Uma mudança de impactos amplos e complexos, sem tempo para testes e rollouts controlados. Todo o discurso de “grandes tendências” foi acelerado a partir do momento em que o confinamento foi estabelecido e movimentações pensadas para acontecer nos próximos 5 ou 10 anos precisaram ser feitas em questão de meses.

Foram muitos os erros e experimentações até que as empresas começassem a acertar e a entender a dinâmica do novo cenário. Ainda que a pandemia esteja longe de acabar e o horizonte continue repleto de incertezas, parece cada vez mais clara a necessidade de seguir a transformação, sabendo que os remédios passados não serão necessariamente úteis para contornar os desafios futuros e que o próximo momento vai demandar mais estrutura e menos improvisos.

Em todos os setores, as lideranças empresariais precisam aproveitar as lições de contexto de experimentos contínuos e em larga escala para reimaginar como o trabalho será feito adiante, desafiando paradigmas, revisando processos, ferramentas, metodologias e modelos − operacional e de gestão.

No entanto, para os próximos meses, o grande desafio é desconstruir as questões culturais relacionadas ao trabalho físico e engajar as pessoas para a necessidade de abraçar a mudança, apoiando o desenvolvimento de novos comportamentos, além de aumentar a produtividade conforme os modelos híbridos de trabalho − i.e. físicos e de qualquer lugar − sejam implantados.

A realidade é que não existe uma solução única para todas as empresas e as saídas vão variar conforme o setor e o grau de maturidade para a identificação das perguntas certas a serem respondidas:

  • Estamos comunicando de forma adequada a nossa visão de longo prazo?

  • Como melhorar a execução de rotinas críticas?

  • Qual é o impacto e como incentivar a colaboração?

  • Quais são os times que vão precisar de um acompanhamento mais próximo do gestor?

  • Quais são os padrões de colaboração que geram engajamento?

  • Como ferramentas digitais podem ajudar a fortalecer redes e ecossistemas de trabalho?


Para orientar as discussões e colaborar com melhores insumos para que empresas e colaborares possam encontrar os melhores caminhos em direção ao futuro, a EY realizou uma pesquisa ampla com mais de 2 mil pessoas na América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru), a fim de identificar quais são as preocupações atuais a respeito da prontidão desses públicos para a adoção de novas formas de trabalhar e qualificar suas expectativas em dimensões como: segurança ao retorno ao escritório, home-office, trabalho em equipe, produtividade, remuneração, ferramentas digitais e desenvolvimento de novas competências.

Organizamos as análises nos três temas com base na frequência com que aparecem nas discussões de comitês de gestão de crise e transformação nas organizações: desafios da produtividade, estratégia de custos diretos e aprendizado contínuo. Nosso levantamento não tem a intenção de esgotar as possibilidades dessa agenda em constante mutação.

Ao longo do tempo, novas pesquisas deverão ser conduzidas em intervalos curtos para que a correlação entre necessidade e ação requerida seja a mais clara possível. O momento atual é um chamado para que as lideranças passem a utilizar todo conhecimento e tecnologia existentes para repensar o modelo de trabalho, o papel da tecnologia e das pessoas nas organizações, a experiência do profissional em suas várias interações de trabalho, a colaboração e a segurança.


Segue estudo completo para download:

ey-estudo-trabalho-reimaginado-abril-21
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